quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Cáritas de Amargosa, juntamente com o Comitê Betinho inaugura cisterna de consumo humano em Rafael Jambeiro.




Cisternas construídas com recursos doados pela FEDERAÇÃO NACIONAL DAS ASSOCIAÇÕES DO PESSOAL DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - FENAE serão inauguradas em 22 de novembro de 2013.

As cisternas construídas com recursos arrecadados pelo Movimento Solidário da FENAE contemplaram famílias dos municípios Rafael Jambeiro, na Bahia. A cerimônia terá a participação do presidente do Comitê Betinho, José Roberto Vieira Barboza; do presidente da APCEF/BA, Moacir Carneiro, representando a FENAE; e toda a equipe da Cáritas Bahia.


O Comitê Betinho e a Cáritas Brasileira acompanharam a construção e definiram as famílias que receberam os reservatórios, com base nos cinco critérios de priorização: famílias chefiadas por mulheres, famílias com crianças de 0 a 6 anos, famílias com crianças de 7 a 14 anos na escola, famílias com pessoas idosas e pessoas com deficiência. 

No município de Rafael Jambeiro, foram beneficiadas com as cisternas na comunidade de Gado Bravo as seguintes famílias: Josenilton Teixeira de Santana, Maria Dalia Teixeira de Santana, Rita Santana da Costa, Marizete Sales de Santana, Marli de Barros da Cruz, Daiane de Jesus Barbosa, Josuene Santana da Paixão, Elieci de Jesus Santana, Maria Teixeira de Santana e Maria de Lourdes Mascarenhas.

Fonte: Agência FENAE

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

CÁRITAS DE AMARGOSA NO SEMIÁRIDO SHOW

Com o tema: “Terra, água e tecnologias para a produção de alimentos”, incluindo a discussão sobre o acesso a terra como um das garantias de qualidade de vida do povo sertanejo. Este evento voltado para a agricultura familiar, que busca divulgar as tecnologias e as práticas de Convivência com o Semiárido contou com as presenças de varias famílias sertanejas. Durante os quatros dias do Semiárido Show (de 29 de outubro a 1º de novembro).

A Cáritas Diocesana de Amargosa esteve presente através das famílias e da equipe do Programa uma Terra e duas Águas (P1+2/BR), pois esses foram realizar o seu Intercambio Interestadual. A educadora Social Terezinha Gama, ressaltou que este momento foi de fundamental importância para troca de experiências. E o encontro da Rede San estreitou os laços de amizade com os professores desta instituição que busca viabilizar a formação educacional no semiárido brasileiro.   




Os visitantes que estiveram no evento puderam participar de minicursos, seminários, conhecer tecnologias de captação e armazenamento de água de chuva e de cultivos apropriados para o Semiárido. Puderam, também, trocar experiências na Vila de Economia Solidária, área destinada para agricultores e agricultoras exporem seus produtos oriundos da agricultura familiar. Nesse espaço foram expostos e comercializados produtos de 55 empreendimentos dos estados da Bahia, Piauí, Alagoas e Pernambuco.



O evento foi promovido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irppa). A ASA, a Petrobras, o Governo da Bahia e o governo federal através dos Ministérios do Trabalho e Emprego, Integração Nacional, Desenvolvimento Agrário, Meio Ambiente e Desenvolvimento Social e Combate à fome, foram alguns dos patrocinadores oficiais do evento.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

CONVITE!!!

Dia Nacional da Juventude

Programação sábado (02/11)
Vigília Eucarística  

Oração inicial
Momento de apresentação: Martírio de Cristo na vida dos jovens
Aclamação e proclamação do evangelho
Reflexão da palavra
Momento de adoração a Jesus Eucarístico
Bênção final
Show com Patrícia Ribeiro  
 Programação dia 03/11
grande dia do DNJ 
 Acolhida as cidades e concentração 
Caminhada reflexiva em direção a quadra polivalente 
Santa missa 
Almoço com musica
Momento de animação e apresentação teatrais 
Palestra
Caminhada da Alegria
Bênção de Envio
 Obs.: Adquiria sua CAMISA na Secretária da sua Paróquia. 

terça-feira, 1 de outubro de 2013

A Igreja Católica lança a Semana Nacional da Vida

Para a Igreja do Brasil, a primeira semana do mês de outubro é momento de celebrar e refletir sobre o valor da vida. Em 2005, durante a 43ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi instituída a Semana Nacional da Vida (SNV), a ser realizada de 1º a 7 de outubro, culminando com o Dia do Nascituro, no dia 8. Neste período, os regionais da CNBB e dioceses de todo país desenvolvem atividades voltadas à defesa e à promoção da vida.


Todos os anos, a SNV propõe um tema de estudo. Este ano, as reflexões ocorrem em torno do tema “Vida, saúde e dignidade: direito e responsabilidade de todos”. As dioceses são convidadas a desenvolver atividades, com foco no direito à vida e à preservação da dignidade humana.

De acordo com o bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família (CEPVF),  dom João Carlos Petrini, a SNV “é uma oportunidade preciosa para recuperar a postura justa diante da vida humana” que, para o bispo, é “um dom de inestimável valor, feito de amor e ternura infinita, porque a vida humana é relação com o Mistério Infinito, Eterno e Criador que a quer e a ama”.

SNV subsidio Para colaborar com as atividades pelo Brasil a CEPVF e a Comissão Nacional da Pastoral Familiar lançaram o subsídio “Hora da Vida” 2013, que este ano, em sua 3ª edição, tem como tema central: “Cuidar da Vida e Transmitir a Fé”. De acordo com o assessor da CEPVF, padre Rafael Fornasier, o tema “está na esteira das celebrações do Ano da Fé e da Semana Nacional da Família, cuja proposta se fundamenta na missão de toda Igreja visando a Nova Evangelização e a transmissão da fé em nossas famílias, comunidades e na sociedade, como aponta a nova Encíclica Lumen fidei (Luz da fé).”

dom Petrini Em carta enviada aos bispos e arcebispos do Brasil, dom João Carlos Petrini, pede para que atividades públicas e também no âmbito da comunidade sejam realizadas para colher assinaturas em favor da aprovação do Estatuto do Nascituro (PL 478/2007) na Câmara dos Deputados, em apoio aos deputados que pedem alteração da lei 12845/2013, que visa atendimento obrigatório a vítimas de violência sexual, mas que obriga também a administração da pílula do dia seguinte (pílula abortiva).

“A vida é um dom de inestimável valor, feito de amor e ternura infinita, porque a vida humana é relação com o Mistério Infinito, Eterno e Criador que a quer e a ama. Trata-se de um dom inegociável tanto no mercado quanto nos Parlamentos”, afirmou o presidente da CEPVF.


Logo após a SNV, no dia 8, acontece o Dia do Nascituro, data que celebra os direitos à proteção da vida e da saúde, à alimentação, ao respeito e a um nascimento sadio, do novo ser humano, a criança que ainda vive dentro da barriga da mãe. Junto à SNV, o Dia do nascituro fecha o período que objetiva suscitar nas consciências, nas famílias e na sociedade, o reconhecimento do sentido e valor da vida humana em todos os seus momentos.


Campanha da Fraternidade 2014: “Fraternidade e Tráfico Humano”

A CNBB divulga cartaz e subsídios da Campanha da Fraternidade 2014: “Fraternidade e Tráfico Humano”, na ultima sexta-feira (27\09) de setembro de 2013.
Os subsídios da Campanha da Fraternidade 2014 já estão disponíveis nas Edições CNBB. São diversos materiais como o manual, texto base, via sacra, celebrações ecumênicas, folhetos quaresmais, CD e DVD, banner, cartaz, entre outros. Com o objetivo de trabalhar os conteúdos da campanha nas escolas, foram produzidos também subsídios de formação voltados aos jovens do ensino fundamental e médio, além de encontros catequéticos para crianças e adolescentes.
O cartaz da CF 2014, que se encontra disponível para download, traz o tema “Fraternidade e Tráfico Humano” e lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1). Os demais produtos podem ser adquiridos no site: www.edicoescnbb.org.br ou pelo telefone: (61) 2193.3001.
Entenda o significado do cartaz:

1-O cartaz da Campanha da Fraternidade quer refletir a crueldade do tráfico humano. As mãos acorrentadas e estendidas simbolizam a situação de dominação e exploração dos irmãos e irmãs traficados e o seu sentimento de impotência perante os traficantes. A mão que sustenta as correntes representa a força coercitiva do tráfico, que explora vítimas que estão distantes de sua terra, de sua família e de sua gente.

2-Essa situação rompe com o projeto de vida na liberdade e na paz e viola a dignidade e os direitos do ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus. A sombra na parte superior do cartaz expressa as violações do tráfico humano, que ferem a fraternidade e a solidariedade, que empobrecem e desumanizam a sociedade.
3-As correntes rompidas e envoltas em luz revigoram a vida sofrida das pessoas dominadas por esse crime e apontam para a esperança de libertação do tráfico humano. Essa esperança se nutre da entrega total de Jesus Cristo na cruz para vencer as situações de morte e conceder a liberdade a todos. “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1), especialmente os que sofrem com injustiças, como os presentes nas modalidades do tráfico humano, representadas pelas mãos na parte inferior.
4-A maioria das pessoas traficadas é pobre ou está em situação de grande vulnerabilidade. As redes criminosas do tráfico valem-se dessa condição, que facilita o aliciamento com enganosas promessas de vida mais digna. Uma vez nas mãos dos traficantes, mulheres, homens e crianças, adolescentes e jovens são explorados em atividades contra a própria vontade e por meios violentos. (Fonte: CF 2014).

A Campanha da Fraternidade é uma campanha realizada anualmente pela Igreja Católica 
Apostólica Romana no Brasil, sempre no período da Quaresma. Seu objetivo é despertar a solidariedade dos seus fiéis e da sociedade em relação a um problema concreto que envolve a sociedade brasileira, buscando caminhos de solução. A cada ano é escolhido um tema, que define a realidade concreta a ser transformada, e um lema, que explicita em que direção se busca a transformação. A campanha é coordenada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
- Educar para a vida em fraternidade, com base na justiça e no amor, exigências centrais do Evangelho.
- Renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja Católica na evangelização e na promoção humana, tendo em vista uma sociedade justa e solidária.

O gesto concreto se expressa na coleta da solidariedade, realizada no Domingo de Ramos. É realizada em âmbito nacional, em todas as comunidades cristãs católicas e ecumênicas. A destinação é a seguinte: 45% para a própria paróquia aplicar em programas de promoção humana; 35% para a Diocese aplicar na mesma finalidade; 10% para a CNBB Regional e 10% para a CNBB Nacional.


domingo, 15 de setembro de 2013

O IDHM e a água

Roberto Malvezzi (Gogó)*
31/07/2013 

O olhar sudestino sobre o semiárido costuma dizer que aqui nada muda e que hoje a nossa realidade ainda é a mesma denunciada por Graciliano Ramos em sua obra prima “Vidas Secas”.

Agora, com a publicação dos índices de desenvolvimento humano, recentemente lançados, temos estatísticas para confirmar o que vemos a olho nu aqui nos últimos trinta anos. A vida do povo melhorou, se não é o paraíso, ao menos já não temos a intensa mortalidade humana, sobretudo infantil, das décadas de 70 e 80, quando ainda morreram milhões de pessoas de fome e de sede naquela longa estiagem. Esses indicadores não flagram esses anos de estiagem, logo precisamos esperar por esses dados, mas é visto a olho nu e pelas conversas diretas com a população em seus locais de vida que agora já não se repete a tragédia social das estiagens anteriores.

Também sou daqueles que acham necessários mais indicadores para realmente avaliar se a situação das pessoas é mais humana. Esses indicadores deveriam incluir o saneamento e a degradação ambiental. Com esses dois indicadores nossos índices com certeza despencariam do nível que chegamos para médio e baixo num simples clicar de mouse.

Descendo às nossas cidades, como aqui em Juazeiro, com o lixo pelas ruas, esgoto a céu aberto nas periferias, mosquitos cobrindo a população, o IDHM chegou a 0,677. Campo Alegre de Lurdes, onde cheguei para morar em 1980 e vi criança morrendo de inanição na seca de 82 como formiga em bico de passarinho, o índice agora é de 0,577. Lá até hoje não tem sistema de abastecimento de água urbana e cada família tem que se virar com sua água. Mas, agora tem as cisternas. Finalmente foi licitada a adutora para levar água do São Francisco para Campo Alegre.

Mas, não podemos negar os avanços. Afinal, se a longevidade dos brasileiros aumentou, é porque as condições básicas da vida melhoraram. Sou daqueles que nas pastorais sociais e movimentos sociais acabam apanhando por achar que essas conquistas, por muitos  tidas como insignificantes porque “não fizemos a revolução”, não tem valor. Vá perguntar ao povo  que colheu esses avanços no seu cotidiano se elas não lhe são importantes!

Uma observação particular sobre o semiárido. Nessa longa estiagem não tivemos o aumento da mortalidade humana e nem infantil. O caso mais grave aconteceu em Alagoas, quando várias pessoas passaram mal – parece que algumas faleceram – por razões de água contaminada. Mas, foi um problema dos pipas, portanto, questão de vigilância sanitária. Não mais porque simplesmente não havia água na região. Nosso problema nessa longa estiagem é a mortalidade dos animais, não mais de seres humanos.

O governo ainda nos deve a distribuição da água pelas adutoras. Embora tenha feito algumas, preferiu a idiotice de investir na transposição. Gastou dinheiro inútil e não avançou. Mas, há sempre tempo para recomeçar.

Bem, muitos criticam nossas ações na lógica da convivência com semiárido dizendo que ela não foi a resposta para esses longos períodos de pouca chuva. De fato, não conseguimos ainda universalizar essas tecnologias – cisternas de beber, de produzir, barreiros de trincheira, barragens subterrâneas, etc. -, mas e ela que está na base da melhora do IDHM do semiárido. Claro que também as políticas de distribuição de renda, até o Luz para Todos, transporte, saúde e educação ajudam. Mas, se faltar a água de qualidade e o alimento, não tem índice de longevidade que não imploda.

Esperamos que o governo continue investindo sério na lógica da convivência com o semiárido. Estamos longe de universalizar o acesso à água, mas melhoramos, e muito. Esperamos também que o “olhar sudestino” deixe de tentar inviabilizar os caminhos que os nordestinos vão traçando. Fotografar um rio seco, uma lagoa seca e dizer que isso é uma tragédia, é típico de quem nem sabe o que é o semiárido. Saibam que todos os anos temos uma seca, 99% dos rios do semiárido são intermitentes, a água dos reservatórios rasos secam todos os anos. Questão de beabá da região.

* Membro da Comissão Pastoral da Terra