domingo, 22 de abril de 2012

TPJ CDA - TRIBUNAL POPULAR DO JUDICIÁRIO DE CARITAS DA DIOCESE DE AMARGOSA

CONVITE

Para que haja um novo amanhã é preciso cuidar do hoje. 

É com esse pensamento que a Comissão do Tribunal Popular do Judiciário de Caritas da diocese de Amargosa vem por meio deste convidar todos os companheiros (as), para um Seminário que acontecerá no dia 30 de Abril de 2012 no Auditório do Colégio Modêlo em Santo Antonio a partir das 8:00 horas com termino as 12:00 horas. Lembramos a todos (as), lideranças Comunitárias a Ex: de Sindicatos, Igrejas, Associações e Agentes Comunitários de Saúde que façam um levantamento dos problemas que existem em suas Comunidades ou Bairro, em relação ao Judiciário, números de problemas a Ex: documentos errados processos aguardando respostas morosidade em fim todos processos pendentes na justiça, para que juntos possamos debater tirar encaminhamentos e levar para o Congresso de Fé e Política que acontecerá em Jiquiriçá nos dias 04,05 e 06 de maio de 2012, juntamente com a 25ª Manifestação dos Trabalhadores (as), da Região de Amargosa e ao mesmo tempo, nos respaldar para o nosso grande encontro do TPJ Estadual que se aproxima.
Certo que contaremos com a colaboração e participação de Todos, se votos de estima e consideração dos companheiros (as), que compõem a Comissão, Renato Maria e Antoniel de Laje, Tide e Manoel Missionário de Santo Antonio de Jesus, Carlos de Tancredo neves, Daiane, Edino e Ana de Taperoá e Nosso Padre Neivaldo e Mauriza da Paróquia de Iaçú.

Atenciosamente:
Comissão Organizadora 
Laje, 22 de Abril de 2012.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

III CONGRESSO DE FÉ E POLÍTICA DIOCESE DE AMARGOSA – BAHIA


   Jiquiriçá-BA
Maio/2012

JUSTIFICATIVA
Os 70 Anos de Evangelização da Diocese de Amargosa, a 25ª Manifestação dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Região de Amargosa, o fortalecimento das Comunidades Eclesiais de Base, a retomada reflexiva das Organizações Populares sobre sua identidade e missão, o novo flanco de enfretamento do sistema: o Tribunal Popular do Judiciário, que faz pautar até que ponto o poder judiciário é intocável, as eleições municipais e a 5ª Semana Social Brasileira são dados que respaldam o III Congresso de Fé e Política desta Igreja Septuagenária.
Com este cenário se quer articular, melhorar e empoderar as lideranças e o povo das Comunidades Eclesiais de Base e dos Movimentos Populares para continuar testemunhando ao conjunto da sociedade a necessidade de fiscalização, transparência e honestidade como sinais visíveis de um Estado totalmente a serviço do Povo através de uma democracia participativa pautada na fé e na politica.
Assim, os alunos do Instituto de Fé e Política de Cáritas da Diocese de Amargosa, acreditando no que seja imperativo da fé cristã, neste momento de escolha do Estado que queremos, a partir dos Municípios, decidiram assumir a organização deste Congresso com a intenção de ampliar a reflexão com “mais gente” sobre o papel de cada um na mobilização popular e na articulação da fé, com a saúde, com a educação, com o judiciário, com a economia e  com o social sustentável.
Também se espera, que nesse III Congresso, se confirme que a vida humana só se dá a partir do reconhecimento, de que o Homem e a Mulher são, inviolavelmente, Imagem e Semelhança do Deus que se encarnou na pessoa de Jesus Cristo e proclamou vida em plenitude para todas as pessoas e, de modo especial, os mais empobrecidos. 

 OBJETIVO
Contribuir na formação sóciopolítica de lideranças comunitárias e políticas, a partir de princípios evangélicos e valores éticos, à luz do pensamento social da Igreja  na perspectiva de uma sociedade sem exclusão, economicamente justa, politicamente democrática, socialmente solidária, culturalmente plural e ecologicamente sustentável. 








PROGRAMAÇÃO
      
         04 de Maio de 2012 (Sexta)

    1.      19:30 – Mística (Taperoá)
    2.      20:00 – Abertura: Dom João Nilton (O papel da igreja na realização das semanas sociais)
  3.    20:30 – Exposição Temática: O Estado para que e para quem? (Assessoria: Pe. Nelito – Brasília).
  4.    21:15 – Debate:
  5.    22:00 – Considerações dos  expositores

   05 de Maio de 2012 (Sábado)

  1.    08:00 – Divisão dos participantes em grupos temáticos
Temática central: participação da sociedade no     processo de democratização do estado.
- Grupo: Tribunal Popular do Judiciário (Colaboradores: Dr. Antônio Brasileiro, Dr. Ednaldo, Paulo da Fase, Joziel de Jesus, Gelson Correia, Ademilto Ferreira, Dayane Silva, Mauriza Silva, Honorato Mendes, Manoel Missionário).
- Grupo: Educação (Colaboradores: Profº Edvaldo Couto, Profª Antonia, Paula da Hora, Naira Cova, Elisandra de Jesus, Maria do Carmo, Ailma Geraldo, Paulo Cesar da Silva).
- Grupo: Saúde (Colaboradores: Drª Isabel, Srª Maria Lourença, Srª Ana Goto, Alvino de Jesus, Uberlandio Oliveira, Joilson de Jesus, Edino Pimentel, Edipo Lisboa)
- Grupo: Assistência Social (Colaboradores: José Carlos, Cátia Cardoso, Maria de Fátima do Vale, Marinalva Rodrigues, Lucilene Freitas, Cátia Souza, Edivaldo Araujo, Clotildes Nunes)
  • 14:00 – Plenária: Apresentação das reflexões dos grupos temáticos e apresentação de ações concretas (bandeiras de lutas)Considerações dos colaboradores
  • Encerramento: Apresentação Cultural: (Ponto de Cultura de Ubaíra)

MENSAGEM

“A primeira missão que Jesus confiou à sua Igreja não é de ordem social, política ou econômica, mas de ordem religiosa. Porém, desta dimensão religiosa, deve a Igreja extrair força e luz para ajudar a organizar a sociedade humana em seus aspectos políticos, sociais e econômicos, de acordo com os mandamentos da lei de Deus (GS 42) 
  
REALIZAÇÃO
Diocese de Amargosa
Dimensão Sócia Transformadora

Cáritas Diocesana e Regional NE III

Instituto de Fé e Política de Cáritas da Diocese de Amargosa

Sindicatos Urbanos de Santo Antônio e Região

Pólo Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais 


OBSERVAÇÕES  
A realização do evento acontecerá no Colégio Estadual Reunidas Castro Alves

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Retalhos de Vidas!

Jucilene da Costa Cerqueira
Jucilene Costa é casada e tem duas filhas, o marido esta morando em outra cidade a trabalhando. Ela conta que antes de ter a cisterna buscavam água longe, em uma represa da comunidade e ao lado da mesma existia muito capim, atrativo para muitos animais inclusive porcos, que tomam banho e bebem da mesma, remexendo toda a água, era preciso ir bem cedinho para conseguir água limpa. Ela dava aquela água para as crianças ficando todas com diarréia, quando podia comprava água mineral para as crianças, mas nem sempre tinha dinheiro para tal. Para Jucilene as cisternas chegaram na hora certa, ela participou das reuniões e curso e a família dela ajudou na escavação e na construção: - Eu mesmo no meu caso com essas duas crianças pequenas sofri bastante pra cavar essa cisterna, meu pai, irmão, meu tio me ajudou, deu digitoro conseguiu cavar. Graças a Deus que a cisterna ta lá não tem muita água, não ta cheia, mas tem bastante água, graças a Deus as crianças depois que choveu nunca mais teve diarréia, tão tudo bem e ai uma riqueza pra agente.
Ela se lembra muito bem das palavras de Dom João no dia 09 de Outubro na celebração e Confraternização em Amargosa: - Como lá em Amargosa o Bispo falando que “pra muita gente essas cisternas não significam nada, mas pra outros é uma riqueza ter uma cisterna no pé da casa”. Qualquer hora que você querer pegar água você sair fora e pega sua água sossegado. E agora depois que tem essa água pra beber cozinhar e escovar os dentes ta tudo bem Graças a Deus.
Agora com a cisterna Jucilene vive uma nova realidade, esta feliz, pois enquanto tiver água na cisterna não vai mais precisar comprar água mineral e suas filhas não terão mais problemas de saúde por conta da água contaminada.

 
Célia Santos
Na comunidade Petim, município de Castro Alves mora dona Célia Santos, 56 anos. Ela conta que sempre morou em Salvador e há 06 anos esta morando na comunidade Petim, depois que o esposo se aposentou. Conta também que o sonho deles era morar em um local onde pudesse ter paz e ali estão em paz. Hoje o que atrapalha a vida deles é a falta da água, algo que os fez pensar em vender o terreno onde mora, mas agora tudo esta mudando com a chegada da cisterna: - Eu estou muito feliz e satisfeita com esse sistema da cisterna, eu não tenho com que agradecer a Cáritas por essa benção, que isso aí eu chamo benção de Deus porque água é vida e nos precisamos de água, há qual o ano passado 2010 eu chorei e agora choro também emocionada porque eu chorava antes porque não tinha água e agora me beneficiaram com essa cisterna, eu estou muito feliz, eu não tenho com que agradecer não. Pra mim foi é bênção demais. E assim como é pra mim eu espero também que seja pra os outros que têm muitos ainda necessitados.
Com lagrimas nos olhos Dona Célia agradece a cisterna que recebeu e não se contem de alegria ao falar do telhado da casa que recebeu reforma, pois o mesmo era impróprio para a capitação de água para o consumo: - Recebi a reforma de telhado, o meu telhado era velho, era muito sujo também de lagartixa, era uma água que eu não podia nem usar pra lavar nada porque era uma água cheia de imundice e ai também vocês me beneficiaram com a metade deste telhado.
Quando pergunto a ela se a comunidade mudou depois da chegada da cisterna, ela afirma que sim e que tem é valorizado a todos: - Na minha comunidade já mudou tudo aqui, isso aqui já mudou demais, ate a nossa terra valorizou, esta valorizada hoje, eu não tenho com que agradecer não, estou muito feliz mesmo. Pela política agente não existia, então a Cáritas veio mesmo pra fazer a diferença.

 Antonia Souza Pires
Antonia Souza reside com as duas filhas na comunidade Canabrava, município de Elísio Medrado/ BA onde ela realiza os trabalhos de agente comunitária de saúde. Ela é uma das 120 famílias beneficiadas com cisternas de consumo naquele município, ela conta que a comunidade já sofreu muito com a falta de água potável, a situação era tão grave que já aconteceu de em suas visitas nas casas das famílias pedir água pra beber e a pessoa dizer que não tinha água potável: - Era a maior dificuldade antes das cisternas. E quando eu ouvir falar deste programa eu fiquei assim radiante e feliz porque teve visitas que eu já cheguei já pedir água pra beber e disse: ”olha Tonha eu não tenho vergonha de te dizer que eu não tenho água potável pra beber”. E isso me comovia, me deixava muito triste, até mesmo porque eu queria o melhor para minha comunidade e o problema de falta d’água era tremendo...  Ela fala também do seu papel como agente comunitária de saúde que sempre esteve lutando pela diminuição do índice de verminoses: - O índice de verminose na minha comunidade era assim altíssimo e agente lidava de uma forma ou de outra pra ver se agente conseguia baixar esse índice, mas a saúde sem higiene sem uma água limpa é difícil de conseguir um objetivo melhor.
Para Antonia a implantação do projeto na comunidade só veio pra somar, ou seja, a iniciativa da Cáritas em parceria com a SEDES ( Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate a pobreza) veio pra contribuir com a melhoria de vida da comunidade: - E depois que veio as cisternas graças a Deus eu encontro as famílias rindo feliz da vida, as cisternas derramando e eu podendo participar da alegria bebendo dessa água potável. Ela também parabeniza a Cáritas pelas capacitações realizadas, nas quais ela diz que aprendeu bastante e que a Cáritas não tinha só o objetivo de construir as cisternas, mas ensinar a como lidar com a mesma e cuidar da água.

 
Djanira
         Dona Djanira mora na comunidade Salgado, município de Santa Inez, ela é uma das 1.140 famílias felizes com a cisterna que recebera pela Cáritas de Amargosa em parceria com o governo do estado. Dona Djanira sempre morou na cidade, mas a um ano e meio foi morar no campo. Quando pergunto a ela o motivo que a levou a morar a sair da cidade, ela logo fala da satisfação da vida que leva no campo mesmo passando dificuldades com água: - eu gosto de terra, eu gosto de amanhecer o dia e como eu faço todos os dias abro a porta da minha cozinha e agradeço a Deus, olho pra o céu...e eu agradeço a Deus por eu esta no ar livre uma coisa que eu pedir muito a ele e ele me deu e eu to satisfeita porque estou aqui, mesmo com dificuldade de água.
         A água que dona Djanira usa vem da casa de uma vizinha que tem água encanada e quando ela soube do projeto logo buscou informações de como obter a sua cisterna. Emocionada ela fala do dia em que o animador foi a casa dela pra marcar o local da escavação e que sempre esteve confiante desde o momento em que soube qual era a entidade que estava executando o projeto: - Até hoje eu fico emocionada porque se você quer uma coisa, você luta por aquilo...Cal (comissão municipal) mesmo viu no dia que o menino (animador) veio aqui pra medir a escavação, pra me dizer que eu ia ganhar a minha cisterna como foi que eu fiquei aqui, eu chorei igual uma criança, até hoje eu choro de felicidade. Ela não se cansa de agradecer a Jesus por mais uma benção que recebeu, que foi a cisterna.
         Dona Djanira não se contem de felicidade só de imaginar quando a sua cisternas estiver cheia de água. Ela já fala em soltar foguetes para comemorar essa benção recebida: - Isso aí eu tenho certeza que não vai demorar eu ver minha cisterna com água, eu tirar água da minha cisterna e dizer assim obrigada Jesus a água foi tu que mandou pra mim, a cisterna também é vocês que tão me dando mas primeiro foi ele, porque ninguém faz nada sem a autorização dele.

Cáritas de Amargosa realiza confraternização com beneficiários do Projeto Cisternas

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Manifestação em Petrolina junta mais de 15 pessoas

Por Raimundo Mascarenhas
 Cerca de 15 mil pessoas, segundo estimativa da policia militar de Pernambuco, participaram hoje de uma grande mobilização na cidade de Petrolina neste momento, mas a manifestação teve inicio por volta das 09h30 horário de Brasília na vizinha cidade de Juazeiro – BA. O ato foi mobilizado pela Articulação do Semi Árido (ASA)  para dizer não a decisão governo federal que não tem pretensão de renovar o Programa de construção de cisternas e iniciou a distribuição de cisternas fabricadas a base de PVC.
A grande quantidade de pessoas debaixo de sol forte saiu da Orla Nova na cidade de Juazeiro por volta das 10h horário de Brasília e portando faixas, cartazes, apitos e carros de som “invadiram” toda extensão da Ponte Presidente Dutra que liga as duas cidades. A grande multidão não teve pressa para deixar a ponte e acabou provocando grande congestionamento nos dois sentidos.
“ Essa manifestação não combina com esse povo, parece que estamos protestando como no passado com os governos Collor e FHC, saber que essa nossa luta é para mudar a idéia de Dilma eleita pelo partido que defendemos durante todo tempo, não da para entender.Nós lutamos pela política para a convivência com o semi árido tivemos uma grade conquista com a implantação do Programa 1 milhão de Cisternas que mudou a realidade do semi árido  com água para o povo e geração de emprego e renda, der repente vem essa proposta de suspender a parceria de passar a distribuir cisternas plásticas (PVC), fato que fere a honra do agricultor e das famílias que sofreram ao longo dos anos” . Esse foi o desabafo do jovem produtor rural Luiz Cláudio da cidade de Itapipoca no Ceará.
O ato foi motivado pela declaração do Ministério de Desenvolvimento Agrário – MDS de que o aditivo já anunciado e publicado no Diário Oficial da União, para continuidade dos programas da ASA (P1MC e P1+2), não será concretizado, sob a argumentação de que o Governo está revendo seus arranjos para o Plano Brasil sem Miséria.
A cidade de Petrolina foi escolhida para sediar o evento devido tanto à localização geográfica, que permite concentrar um grande número de pessoas de outros estados do Semiárido, como pela história de luta de diversas organizações da região.
Enquanto a Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA) reivindica os recursos previstos para a continuidade de suas ações, o governo federal vai investir R$ 1,5 bilhão na instalação de 300 mil cisternas de plástico. O valor gasto pelo governo corresponde a mais que o dobro do que a ASA gastou para construir 371 mil cisternas de placas no Semiárido.
Cada cisterna de plástico custa aos cofres públicos R$ 5 mil, segundo informou o Ministério da Integração Nacional numa reunião com representantes da ASA, em Brasília.  A cisterna de placa custa R$ 2.080,00. No Programa Água para Todos, além das 300 mil cisternas de plásticos, serão construídas 450 mil de placa.
Aqui os manifestantes já planejam ir a Brasília, pois o movimento ganhou muita motivação, já que, em menos de oito dias para articular essa gente e que estava sendo aguardado a presença de  10 mil compareceram mais de 15 mil pessoas.